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Qual será o fantasma que vou ressuscitar hoje?
Devo chamá-lo para jantar ou para dançar?
Vou pintar as unhas de vermelho e comprar um vestido novo.
Assim vai parecer quer é a primeira vez.

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Estou apaixonada. Por Morfeu. E dei para pedir o sofá dos amigos emprestado, na cara de pau. No domingo, cochilei na casa de uma amiga que estreava seu bate-prego. E ontem, enquanto um amigo ouvia o Jornal Nacional no penúltimo volume. É genético. Meu pai é meu mestre. Acabou de almoçar, sai da mesa à francesa, liga a TV e tira aquela soneca. “Soninho da beleza”, como diz um colega meu, jornalista famoso. Por suas máximas, não por suas virtudes estéticas.

Nota de falecimento

Adiei o quanto pude, mas agora não vai ter jeito. Vou ter que aprender a pregar botões. Sim, a prosaica arte de alinhavar bolinhas com furos. E como passar a linha na agulha tendo 7 graus de miopia? Vou ter que achar outra senhora com sorriso aberto sempre disposta a fazer a barra da calça – ou encurtar a saia… – da tarde para a noite. Dona Meire morreu. A dona da loja de moletons na rua Três Rios que fazia consertos, me chamava de “minha filha” e cuidava do neto espoleta. A máquina de costura emudeceu.

O segundo

Um pouco sobre meu próximo livro, Retratos Letrados. Tá concorrendo no concurso da Publicações Iara. Façam figas, amigos!!!
http://publicacoesiara.com.br/2012/07/analu-andrigueti/

Queria que ele me erguesse, descolando num beliscão gostoso a pele das costas, perto do pescoço, como se faz com coelhos ou gatos filhotes, sabe? E sem dor nenhuma, me levasse numa altura que desse para ver o mundo todo, coisa de superhomem mesmo, muita água e algumas florestas. E girássemos ao contrário, várias vezes, enganando o tempo. Até começarmos a vida novamente.

Só queria brincar mais um pouco no quintal, caçar grilos, subir na goiabeira, conversar com os gatos.

Não quero tomar banho agora, está cedo para dormir.

Conta a história do sapo que caiu da festa do céu?

Avós duram sempre menos do que a gente gostaria.

Faço o que posso.
E rezo muito para o que não alcanço com as mãos nem com a razão.