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Archive for novembro \29\UTC 2009

Vale a pena

Quem foi na Balada Literária já viu. Vale muito a pena ver de novo.
O vídeo/canção chama-se “Coisa de cinema”, do coletivo Muito Barulho por Nada, do meu amigo criativo Pardal.
O texto e a leitura é do Gabriel Camões.

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Receita de Kafka

Kafka bateu na minha porta
e pediu para eu experimentar:

me ensinou
a esticar o braço,
tomar na veia,

injetar um pouco
de sangue de barata
e ver no que dá.

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Meu dia está chegando. E veio uma estranheza com gosto de pão amanhecido na minha cabeça. Não é saudosismo, eu juro.  

As crianças não apagam mais vela no aniversário. Não inflam as bochechas nem digladiam com a vela – azul de menino ou rosa de menina – que volta a acender de tanta teimosia. Até a chama morrer e virar um fio de fumaça.  Agora a vela é um fogo de artifício, explode estrelas brancas, gira, apita. Só falta falar. Quer dizer, alguém me disse que tem uma vela que canta.

E o bolo tem a cara da criança, uma fotografia horrorosa, impressa numa tal pasta americana que tem gosto de reboco misturado com isopor. O brigadeiro tem o mesmo gosto do beijinho que é igual ao cajuzinho. Gosto de lata. Nem o granulado resistiu. Virou bolinha crocante, branca ou preta, que é grande demais, doce demais. Demais.

O “parabéns” também mudou.  É mistura de Xuxa com axé.  E tem “hey” no meio, comandado por animadores. Não é mais surpresa quem puxa o “E pro fulano? Nada? Tudo! Então como é que é?”. Os animadores cuidam de tudo.

A única novidade que eu realmente acho genial é a piscina de bolinhas…

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Shrek

Outro dia inventei uma palavra: ogressividade. Assim mesmo, com “ogro” no começo. Palavra verde e horrorosa, claro. Que fugiu da minha boca feito baba de neném e foi parar no ouvido de uma motorista que fechou meu carro. Quase bati. Nela. “Quanta ogressividade!” E aí, no grito, nasceu a palavra que já deve ter sido dita por aí, mas que eu revindico a autoria se precisar.

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Balada Literária

Amigos, amigos de amigos, e curiosos em geral,

Para quem ficar no feriadão da Consciência Negra (tô até agora tentando entender o que quer dizer isso…), a Balada Literária vai agitar a Vila Madalena e arredores, com muitos escritores bacanas, tudo free.

Vou participar de uma mesa com jovens poetas no dia 21, sabado, às 14h30, na biblioteca alceu amoroso lima (na henrique shaumann). Vai ser uma conversa entre nós, falando de como é produzir e divulgar poesia hoje (com a ajudinha da internet, claro), e cada um vai ler alguns poemas. 

Meus colegas de mesa são Hugo Guimarães (de Poesia Gay Underground), Jesús Ernesto Parra (venezuelano, de Sombras que Cruzan las Paredes) e Maria Rezende (carioca, de Bendita Palavra), com mediação do Binho(poeta, criador do Sarau do Binho).

Entre os destaques da programação estão as mesas com Lygia Fagundes Telles (22.11, 14h30, na Livraria da Vila); o encontro de João Gilberto Noll com Santiago Nazarian (22.11, 11h, Livraria da Vila); o programa de TV que será gravado com os biógrafos Lira Neto (Maysa) e Fernando Morais (Paulo Coelho, Chatô, Olga, etc.) (22.11, 17h, no Centro Cultural b_arco); a palestra do português José Luís Peixoto (19.11, 19h, SESC Pinheiros); e o bate-papo entre Xico Sá, Mário Prata, Matthew Shirts e Reinaldo Moraes, escritores boêmios que praticamente fundaram a Mercearia São Pedro, o mais literário dos bares de SP (20.11, 16h30, Livraria da Vila).

No dia 20.11, no SESC Pinheiros, tem show do pianista-prodígio pernambucano Vitor Araújo com os cantores Fabiana Cozza e Rubi.

João Ubaldo Ribeiro chega para a Ressaca Literária, dia 29.11, às 17h, também no SESC, encerrando o evento em grande estilo.

Para ver toda a programação, clique AQUI

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