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Archive for abril \28\UTC 2009

Ao vivo

Para quem vai ficar no feriado em Sampa, que tal um programinha Da Pá Virada? Lerei alguns poemas meus, inclusive picantes, no

sábado, 02.05, a partir das 21h, no Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, 195)


Apareçam! 
 

DA PÁ VIRADA é uma espécie de espetáculo de “variedades”, com ENTRADA FRANCA, no espaço ARENA do SESC Pinheiros. O escritor (e meu mestre) Marcelino Freire e a atriz Olívia Araújo serão os anfitriões do evento, que reunirá vários nomes, inéditos e veteranos, da música e da literatura. Gente inquieta que tem se “virado” para produzir a sua arte em São Paulo.

 

A primeira sessão tem início às 21 horas e contará com Analu Andrigueti, Di Ganzá, Evandro Affonso Ferreira, Flávio Viegas Amoreira, Naruna Costa (com o Grupo Clariô de Teatro) e Vanessa Teixeira. Neste bloco, será homenageado o cantor e compositor EDVALDO SANTANA, que dará uma canja ao final da sessão.

 

A segunda sessão tem início às 22h30, com Daniel Minchoni, arrudA, Leandro Medina, Marcelo Ariel e Ruy Mascarenhas. Neste bloco, será homenageado o cantor, compositor e poeta CARLOS CAREQA

 

 

 

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Do meu periscópio
avisto peixes cegos.

Não existem mais
submarinos amarelos.

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Madrigais

E se eu comprasse uma cama de solteiro?

E se eu dividisse o apartamento?

E se eu adotasse um gato?

 

E se eu esquecesse que já usei aliança?

E se eu casasse no terreiro?

E se eu voltasse a ser criança?

E se eu abrisse o berreiro?

 

E se eu só conjugasse verbos no presente?

 

E se eu descesse a serra?

E se eu descesse do pedestal?

E se eu pedisse ajuda?

 

E se eu atravessasse o Atlântico?

E se eu fosse a Paris?

E se eu nadasse até aquela ilha?

 

E se eu aceitasse ser a amante?

E se eu pintasse as unhas de vermelho?

E se eu comprasse flores?

E se eu ganhasse um diamante?

 

E se eu parasse de comer doce?

E se eu tomasse um doce?

E se eu tomasse jeito?

 

E se eu entoasse um mantra?

E se eu lesse Proust?

E se eu ouvisse Sinatra?

E se eu sorrisse mais?

 

E se eu contasse o segredo?

E se eu revisse as contas?

E se eu desse conta?

 

E se eu seguisse a dieta?

E se eu soubesse quando parar?

E se eu quebrasse o espelho?

E se eu espalhasse os sapatos?

 

E se eu ligasse a TV?

E se eu desligasse de você?

E se eu voltasse no tempo?

E se eu pedisse um tempo?

 

E se eu calasse a boca?

E se eu ficasse louca?

 

E se eu parasse de escrever?

E se eu fingisse que sou feliz?

E se eu virasse para o lado

e voltasse a dormir?

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Abismos

Aprendi a comemorar
cada pequena conquista,
cada minúscula vitória
do dia-a-dia.

Hoje consegui
escovar os dentes
antes de dormir.

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Quando você vai perceber
que o silêncio
é a maior violência?

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Mais valia

Eu só queria ter o direito,
garantido pela Constituição,
de largar meu posto de trabalho agora
e ir chorar um pouquinho em casa.

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Effexor

Enxaqueca, retocolite, rotação coxo-femural e transtorno de humor.

A vida inteira que não podia ter sido e que foi.

Pensa, pensa, pensa.

 

Mandou chamar a terapeuta:

– Diga sua idade.

– Trinta e um… trinta e um… trinta e um…

– Respire.

 

– A senhorita tem uma escavação no lado esquerdo do cérebro e o lado direito infiltrado.

– Então, doutora, não é possível aumentar o Effexor?

– Não. A única coisa a fazer é tocar La vie en rose.

 

 

 

 

 

(um tributo ao gênio Manuel Bandeira e seu Pneumotórax. quem não conhece dê um google porque vale a pena)

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